Tradução 2




















Por mais voltas à cabeça que dê, continuo sem saber o que quer dizer a expressão «A favor de...»; como também não sabia que papel em inglês tinha dois p's; nem que lixo se escrevia «garbith»...

Bem, malhas que o império tece...

Ah, já agora, ofereço um chocolate Snicker a quem descobrir onde se encontra esta imagem. Posso adiantar que é na porta de uma casa-de-banho de um estabelecimento de restauração. E mais não digo.

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O Casamento entre Homossexuais

José Sócrates apresentou, na sua moção global de estratégia, aquelas que serão algumas das questões que gostaria de ver tratadas ao ser eleito secretário-geral do Partido Socialista, no XVI Congresso Nacional do PS, e, mais tarde, ao ser eleito Primeiro-Ministro de Portugal nas eleições legislativas.

De todas as questões apresentadas (como a Regionalização, a Saúde, o aumento da escolaridade obrigatória para o 12º ano, etc.), aquela que, neste momento, mais alegria me dá ao vê-la apresentada é a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Isto porque ainda durante o ano de 2008, o Partido Socialista rejeitou uma proposta na Assembleia da República, através da disciplina de voto, discilina esta a que a JS ficou isenta uma vez que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma bandeira desta juventude partidária.

Tal como a IVG, cuja implementação efectiva na sociedade portuguesa necessitou de mais de uma década para ver a sua implementação, também o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma proposta defendida há já muito tempo pela JS.

A luta pelo casamento entre homossexuais é algo que transcende a mera questão da orientação sexual de um indivíduo. Não deveremos (tal como aconteceu no caso da IVG) emitir juízos de valor ou usar falsas moralidades para tentar escamotear esta questão que é meramente uma de igualdade.

Como Estado de Direito em que vivemos, o Estado Português deverá lutar (agora e sempre) pela manutenção de uma situação social de igualdade entre todos os seus cidadãos. A igualdade não se revela apenas nas questões de igualdade de oportunidades ou de tratamento. A igualdade revela-se na forma como o Estado olha para os seus cidadãos e os mecanismos de apoio/tratamento que lhes disponibiliza nas mais diversas esferas sociais.

O permitir que o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo seja reconhecido como igual ao casamento entre pessoas de sexo diferente é única e exclusivamente uma questão social de igualdade. Queremos ou não que os homossexuais tenham os mesmos direitos que os heterossexuais? 

Na minha opinião, tudo se resumirá a esta questão: são ou não são os homossexuais iguais aos heterossexuais? Será a orientação sexual uma questão que deva ser tratada como, por exemplo, uma incapacidade motora?  À qual o Estado deverá tomar atenção, como no caso dos paraplégicos, colocando rampas e dando acesso às mais diversas formas de inclusão social? 

Ou, por outro lado, será a sexualidade uma coisa que só ao indivíduo dirá respeito? Será um homossexual em tudo igual a um heterossexual? É que o pseudo-argumento da constituição da família numa óptica católico-cristã cai por terra nos casos dos casais heterossexuais que não têm filhos ou que não querem ter filhos. Pergunta: não estarão estes casais, como no caso dos homossexuais, a perverter a ideia-base-católico-cristã do casamento? Não foi o casamento feito para a procriação?

Bem, o que interessa, na minha muito modesta opinião, é que o debate seja elevado (coisa que, com a IVG, este quase a não o ser - de novo) e que as questões sejam tratadas pelo que na realidade são e não pelas razões por que cada um de nós «acha» isto ou aquilo correcto.

Mas atenção - e aqui é que a porca torce o rabo no que concerne ao casamento entre homossexuais:  se um casal homossexual se pode casar, na base da igualdade perante os outros casais, também poderá adoptar uma criança?

Fica a provocação...

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O espírito natalício

Ainda há alguns dias estava a ouvir o programa «Antena Aberta» na RDP-Açores, a caminho de casa depois de um dia de trabalho, e dei por mim a prestar atenção à discussão melancólica e nostálgica sobre a perda de significação da Consoada, com todos os adjectivos depreciativos sobre a nossa sociedade moderna que daí advém.

«hipocrisia», «consumismo», «consumista», «vazio de significado», «superficial», etc. etc., todos estes foram epítetos utilizados para caracterizar o Natal dos nossos dias, em detrimento de um Natal edílico, santo, religioso e bastante comunitário a que os diversos intervenientes na discussão se aludiam e reportavam.

E dei por mim a pensar que vivemos num Natal pagão, onde as compras e as ofertas são o mais importante da festa, em que os manjares e as mesas recheadas são mais importantes que o convívio familiar e de amizade, e que isto é tudo uma farsa e o espírito do Natal foi, deveras, corrompido de vez.

E depois pensei: ainda bem! Ainda bem que não temos o menino Jesus a distribuir prendas, mas sim um velho bonacheirão que nos julga consoante a nossa actuação ao longo do ano - os meninos que se portam bem, têm muitas ofertas; os que se portam mal, têm poucas ou nenhumas. Mas que melhor exemplo moral para que nos portemos bem. O que é que esperavam? «Se te portares bem, na noite da Consoada recebes um beijinho e muitos desejos de felicidade!»? 

Mas que Natal é esse? Que Natal triste não era a celebração do nascimento do salvador do mundo com apenas umas iscas de bacalhau no prato e alguns pequeno luxos que agora se compram no hiper por tuta e meia.

Que Natal queriam? Um Natal onde o que importa é a união das pessoas em torno de uma mesa despida? Em que o sentimento era tudo e tudo era o mais importante? 

Oiço as pessoas mais velhas falarem do verdadeiro espírito de Natal e reparo, com tristeza, que falam de um tempo de miséria, de necessidades, de um tempo onde a única oferta era uma fatia de massa sovada que a mãe cozinhava no forno de lenha às escondidas - luxo de gastos que o restante tempo diário não permitia?

Que Natal era esse onde se ia à missa do Galo prestar homenagem a um bebé que não trazia nada de bom ao mundo senão o acto da criação do seu pai (há milhares de anos atrás) e muita fome, miséria e pobreza?

Olhando para trás e para agora, sinto-me muito feliz por ter nascido numa época em que o Natal tem que ver com mesa farta, prendas, brincadeiras e mimos extra por não nos termos tornado toxicodependentes ao longo do ano, por não termos perdido o ano lectivo ou por não termos feito algo que fosse socialmente reprovável.

Isto é que é o Natal: um balanço final, feito por um homem gordo de vermelho e branco (patrocinado pela Coca-Cola), em que todos recebemos alguma coisa: porque todos somos humanos e passíveis de falharmos.

O que quero no Natal é «closure», uma certa paz de alma e uma certa ordenância do caos que me rodeia. Nem que essa ordem venha no formato de ofertas e de jantares e de bebida e de risos e de gargalhadas e de bebedeiras. Não me importo.

Importo-me, isso sim, que o meu vizinho passe fome o ano inteiro e as Associações humanitárias e demais instituições públicas e sociais só lembrem dele quando estamos nesta «quadra» de amor, paz e felicidade.

bem hajas, Pai Natal

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Tradução















Intriga-me a falta de atenção e displicência com que são tratados alguns pormenores que, não sendo de mor importância, definem muito o nível de qualidade e profissionalismo das actividades e dos projectos. Então «Bagagem União Europeia» é a mesma coisa que «União Europeia Baggage». Não existe a European Union?

É isto que somos... num aeroporto, a sinalética foi decerto encomendada a alguém conhecido que até se desenrasca no inglês? Deu jeito para ganhar uns trocos? Ou temos mesmo um tradutor profissional deste calibre a trabalhar na ilha? 

Entristece-me.

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E.U.A. - Comunidades

Nos dias 5, 6 e  7  de Dezembro, reuniu-se em São José da Califórnia, o grupo de trabalho informal de jovens, do qual sou mandatário, para se trabalhar em prol de uma maior aproximação entre os Açores e as Comunidades, nomeadamente no que diz respeito às associações espalhadas pela nossa Diáspora.

Não comentando aqui com detalhe o medo que tenho de voar e o quanto me custou aceitar viajar entre Terceira/Lisboa; Lisboa/Frankfurt; Frankfurt/Denver; Denver/San José num só dia, a verdade é que a reunião saldou-se muito positiva e os resultados, na minha modesta opinião, são bastante interessantes.

Mas a razão deste post prende-se com a percepção das comunidades portuguesas (em especial as açorianas) nos Estados Unidos da América. Existem comunidades espalhadas por todos os estados, é verdade, e também cada comunidade acabou - ao longo do tempo - por se ir dispersando na criação de associações que congregassem no mesmo espaço os membros dessas comunidades. Desde Casas dos Açores, Casas do Benfica, do Sporting, Centros de Convívio, etc., a verdade é que desde os 1800s, que os portugueses têm vindo a criar um espaço muito próprio e integrado na sociedade norte-americana, mantendo, no entanto, elementos muito característicos da sua cultura.

Onde antes se via uma emigração não-qualificada, altamente religiosa e tradicionalista, que tentou manter inalterados os valores da terra que foi obrigada a abandonar por falta de condições de vida. Compreende-se, portanto, que a visão que os emigrantes das primeiras gerações têm dos Açores seja ainda uma muito apegada ao passado, filtrada por um olhar de saudade e de embelezamento, normal em todas as evocações de memória do ser humano.

E daí que o Governo Regional dos Açores tenha acabado por fazer a vontade a tantos emigrantes, oferecendo-lhes não só as condições para a manutenção das actividades culturais que costumavam realizar nas ilhas, como também agraciando-os com visitas e representações oficiais do governo, trazendo consigo artistas que congregavam a continuidade dessa mesma visão saudosa dos Açores.

No entanto, e graças às mudanças operadas nos últimos doze anos nos Açores, a realidade do arquipélago foi-se alterando, foi-se modernizando e adaptando às exigências do mundo contemporâneo (por vezes bem, outras nem tanto, é certo) de tal forma que aqueles emigrantes que continuam a visitar regularmente os Açores detêm uma visão da realidade mais actual e condizente com o avanço do nosso arquipélago. 

E os que não mais voltaram a casa, ou cuja última viagem foi há mais de doze anos, acabam por cristalizar essa visão dos Açores, transportando-a depois para as manifestações sociais, culturais e religiosas que são realizadas na Diáspora da América do Norte. São estes, ou grande parte destes, os emigrantes que detêm o poder  (senão todo, pelo menos parte) das associações de que fazem parte. Como tal, logicamente, assiste-se a um desfazamento entre o que é a realidade açoriana contemporânea e a visão das coisas destes emigrantes.

Até aqui tudo bem, no sentido que a saudade e o embelezamento do passado não trará grandes males ao mundo. Mas a verdade é que a maioria destas associações e organizações começam a deparar-se com grandes dificuldades, nomeadamente na angariação de jovens para a pertença e participação nas suas actividades. Associações há que organizam festas em que os jovens presentes (salvo as excepções, é claro) têm menos de dezoito anos. Porquê? Porque os pais os obrigam a participar e a assistir às festividades. Mas, à mínima hipótese que têm de não voltar a pôr os pés na Casa dos Açores da sua zona, desaparecem e perdem a única porta de informação acerca do seu passado e contacto com o património histórico português (e açoriano, no enfoque deste post).

Ora bem, a emigração para o norte da América está praticamente estagnada e, quando a há, é feita por pessoas com maiores qualificações cujo intuito das suas viagens se prende maioritariamente com trabalhos de investigação, bolsas de leccionação e outras demais actividades muito definidas no tempo e, portanto, voláteis.

Há a necessidade (e as pessoas encarregues das associações dizem-no) e a urgência de se definir novos modelos de actuação e imprimir nas comunidades açorianas da Diáspora o sentido de integração dos mais jovens nas suas associações (e respectivas direcções), até porque a não renovação implica necessariamente a morte.

Existem muitos grupos de trabalho e associações cuja função é precisamente aumentar a interacção entre os jovens e as associações criadas pelos emigrantes, numa «passagem de testemunho» que se tem revelado cada vez mais essencial e vital à manutenção das estruturas criadas ao longo do tempo.

Se antes, por alguma dificuldade de integração na comunidade norte-americana, os nossos emigrantes açorianos sentiram necessidade de criarem associações para promoverem a interacção entre os seus, agora, fruto da globalização, do acesso à informação e da qualificação dos filhos dos emigrantes, o interesse dos jovens nestas associações é pouco ou nenhum.

Contudo, para que se opere uma mudança de verdade no seio da comunidade portuguesa, e mais especificamente na integração e renovação dos jovens nos movimentos associativos da Diáspora, é necessário dar-se espaço para que os jovens sintam as associações como parte deles e aceitem trabalhar nelas. E é condição vital que os mais velhos abram de uma vez por todas os olhos e os seus horizontes, e apostem nesta nova geração não como um acto de bondade ou caridade, mas como um investimento no futuro e uma aposta na continuação e renovação.

Denver, Colorado, 7 de Dezembro, 12:50

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Erro de Sistema II
















Caríssimos,

o nosso programa, Erro de Sistema, está disponível em deferido no seguinte endereço:


este link servirá decerto àqueles que, como muita boa gente, tem mais do que fazer do que esperar pelas 15h20 aos Sábados para ouvir-nos três macacos a falar sobre nada e coisa alguma. Assim, nada melhor do que poder ouvir em deferido.

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